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  • Leonardo Porto

O que eu aprendi em 07 de setembro.

Terça-feira, sete de setembro, independência, verde e amarelo, treze e gritos de “fora”, um dia, uma época polarizada.

A polarização tem duas consequências: a coesão entre um grupo e a intolerância em relação ao outro. Nos centramos nas mesmas opiniões, em um lugar de conforto pois não impõe o desafio do contraditório, nos centramos nas mesmas soluções e nos fechamos para outras possíveis e múltiplas aprendizagens com o outro.

Me coloquei o desafio de abrir mão das opiniões formadas que tenho, para analisar tudo isso pela terceira margem do rio o que não significa neutralidade e sim auto-crítica.

Terminei a noite me perguntando: o que eu aprendi hoje?

Rapidamente o que antes era um pensamento sobre política, se tornou um devaneio sobre a nossa capacidade ou até incapacidade de aprender.

Aprender, essa coisa que nos diferencia dos outros seres, que nos permitiu evoluir desde sabermos a temperatura exata pra fazer um bom expresso, até construir meios de transporte que nos leve para fora do planeta.

Contudo, quando o assunto é política continuamos como alguém rígido e que tem “uma velha opinião formada sobre tudo”.

O ditado de sabedoria popular nos diz “vivemos e aprendemos”, me pergunto, será mesmo? Nos mantemos aprendendo todos os dias, ou apenas estamos repetindo padrões já assimilados em algum momento passado.

Segundo um estudo britânico, uma criança de 2 a 10 anos de idade faz em média 73 perguntas por dia, característica de um ser inacabado que está em constante transformação, atento ao seu redor, curioso para saber o motivo de todas as coisas.

Não acredito que perdemos essa capacidade ao envelhecer, mas acredito podemos a cada dia aprender um pouco menos, isso porque muitas vezes aprender significa desaprender e isso não é fácil.

Como então podemos nos manter aprendizes em qualquer tempo e qualquer idade?


Preparei um guia com três dicas que podem nos ajudar nessa jornada.

  1. Questionar a si mesmo!

Por que falamos o que falamos e acreditamos no que acreditamos? De fato isso é algo que está fundamentado em nós ou simplesmente estamos seguindo um efeito manada?

Recorra a quem pode saber mais sobre o assunto como estudiosos, busque uma diversidade de informações e explore-as sempre por várias perspectivas, considere pesquisar mais sobre um tema antes de tomá-lo como verdade absoluta.


Não se permita ser influenciado por falsas notícias.

2. Variar o repertório!

Temos a tendência de repetir padrões, acessarmos sempre os mesmos canais, ler os mesmos autores, buscar sempre as mesmas fontes de notícias.


Nos conectar com outros repertórios permite nossa atualização e reflexão sobre algo que antes tomávamos por certo.


3. Desconfiar de si!

Como diz o Provérbios do Rei Salomão, não te estribes (apoie) no teu próprio conhecimento, esse é um desafio de nunca sermos alguém finalizado, mas sim buscarmos ser alguém em constante aprendizagem e transformação.

Depois disso podemos até escolher um lado, mas ele não será baseado no ódio, desinformação e intolerância.


Mas e você, o que aprendeu hoje?

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